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FUTEBOL e LIDERANÇA – o que podemos aprender com esses dois temas

Antonio Conte - técnico do Chelsea - tme Inglês

— Por Vania Faria Sutherberry 

Muito se fala sobre o papel do líder nos dias atuais e sobre como eles desenvolvem suas equipes. São inúmeras as exigências nas funções de liderança, principalmente em tempos de otimização de custos e cenário econômico incerto como o que vivemos hoje no Brasil.

Responder pela área em que atua, do ponto de vista de gestão e também atuar no desenvolvimento do seu time; dar feedback; feedfoward; identificar talentos; estimular seu time a usar os talentos adequadamente; empoderar o time; desenvolver gaps comportamentais; montar o melhor time possível, com as pessoas que ali estão disponíveis; desenvolver sucessores; e mais algumas dezenas de itens fazem parte do pacote de competências de lideranças cobradas hoje em dia em todos os cenários organizacionais.   

Assumiu um time? Tanto faz se você já é experiente ou pegou a função pela primeira vez. Os desafios serão os mesmos e poderão se sair melhor aqueles que praticarem as “dicas” usando a analogia com os times de futebol que hoje descreverei aqui para vocês:   

O primeiro passo para fazer um boa liderança deve ser o de conhecer o seu time. Todo bom técnico de futebol monta seu time, por meio de informações precisas sobre cada um dos seus jogadores. Eles sabem o que podem e o que não podem esperar individualmente de seus jogadores. Alguns deles conseguem melhorar a performance de um jogador dando orientações diretas, claras, assertivas, realizando feedbacks e muitas vezes mostrando como fazer com exemplos práticos. A comunicação no ambiente de futebol é constante e quando os jogadores entram em campo os técnicos continuam orientado o time do lado fora do campo. Alguns acenam, gesticulam, gritam, mandam recado pelo capitão, e por fim, quase sempre podemos concluir que conseguem passar a mensagem que precisam, ali mesmo na hora do jogo.

Se os nossos líderes que atuam em salões corporativos fizessem o mesmo que a maioria dos técnicos de futebol fazem seriam muito mais bem sucedidos. O que mais me chama atenção assistido a um jogo de futebol é a capacidade que os técnicos tem de dar feedbacks imediatos, com palavras que geram melhoria na atuação do jogador nos próximos minutos ou em um  futuro próximo. Essa técnica é o que chamamos de Feedforward no campo do desenvolvimento de pessoas dentro das organizações (de forma muito simples, o Feedforward é falar “o que” pode ser melhorado e “como” pode ser melhorado na performance a partir desse momento – de agora para frente – esquece os erros do passado).

Um outro detalhe é que quando um técnico novo chega ao clube, a primeira coisa que solicita é o mapa de potencial dos jogadores. Precisa saber quem é quem, histórico de carreira, posições que cada um pode atuar, conversa muito com cada um dos jogadores individualmente e também com todos reunidos, mostra qual será a estratégia do time daquele momento em diante, o que se espera dele time – do ponto de vista tático e também comportamental, conversa com os jogadores que ficam na reserva, passando-lhes confiança para que algum dia possam assumir a posição titular (sucessão), e mais uma vez, conversam, conversam e conversam, fora e dentro de campo.

Antonio Conte Chelsea - técnico de futebol inglês

O que nossos líderes organizacionais precisam aprender com essa prática tão simples de ser observada, em todos os campos de futebol  do mundo todo?

Primeiro: Busquem antes de qualquer coisa, conhecer os times que vocês têm. Quem são as suas pessoas. Quais são os talentos, quais são os potenciais de crescimento de cada um nos seus times. Busquem conhecer as fortalezas e pontos de desenvolvimento, tanto do ponto de indivíduo, quanto de time.

Segundo: Tracem planos de desenvolvimento para os seus times. Incentivem seus jogadores (ops… seus liderados) a trabalharem em equipes e a não criarem competições internas. Estimulem-nos a dialogarem entre si e serem cooperativos uns com os outros. A “competição interna” nunca, em nenhum cenário, pode ser saudável. Existe sim competição externa… como por exemplo no futebol, eles querem ganhar do time adversário e a competição. Nas estratégias organizacionais  a competição externa pode ser dar por exemplo com – “nós queremos nos tornar a melhor empresa para se trabalhar”, ou “nos tornar a maior empresa automobilística do Brasil ou do mundo”.

Mas atentem para o detalhe:  – em um cenário capitalismo “ser o melhor” pode ser um dos indicadores de sucesso, além de tantos outros que geram competição externa. Porém, nenhum dos indicadores criados nas estatégias organizacionais, quando alcançados, garantem permanência vitálícia com o título. Trabalho contínuo precisa ser desenvolvido para que as empresas segurem seus títulos por muito tempo, assim como no futebol. Todo ano é um novo campeonato.

Terceiro: Sejam comunicadores em todos os instantes. Comuniquem com clareza os planos e estratégias, as visões de futuro, expliquem porque gostariam que em determinado momentos eles mudem a forma de agir,  promovam seus times, dêem feedbacks contínuos, ajudem-os a visualizarem “o que fazer” com exemplos. Sejam vocês também os exemplos, tanto em comportamentos como em valores.

Quarto: Sejam líderes inspiradores. Existem técnicos de futebol rudes e bravos que fazem sucesso (tipo 1) e também alguns mansos e muito educados (tipo 2) – estes que também fazem muito sucesso e conquistam muitas vitórias. Qual é o certo? O tipo 2 hoje em dia é o que tem de mais cool. São técnicos / líderes inspiradores, respeitados e conseguem deixar o clima interno saudável e positivo. Com certeza fazer parte de um time com líder de tipo 2 (mansos e educados) trará mais saúde mental e emocional para todos que ali estão. Se vocês conseguirem serem líderes  tipo 2 e ainda acrescentarem algumas pitadas de alegria, humor e gentileza em seus estilos de lideranças, com certeza muitos campeonatos poderão ser ganhos e comemorados. Os indicadores de engajamento do time certamente serão muito maiores em um futuro breve e vitórias serão colhidas em todos os campos – sejam elas de futebol ou em salões organizacionais repletos de postos de trabalho.

Vania Faria Sutherberry

Vania Faria Sutherberry é sócia-fundadora da Evolução Humana Consultoria, consultora especialista em Desenvolvimento Humano e Cultura Organizacional, é também coach (especialista em coaching executivo e de carreira) e ensina técnicas de autoconhecimento e autodesenvolvimento com linguagem acessível em seu livro “Lentes Coloridas  – Uma nova visão sobre destino e missão”.

Ela realizou coaching para dezenas de CEOS de multinacionais e desenvolveu projetos para empresas no México, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Estados Unidos, Marrocos e Espanha. É co-autora do livro  “A World Book of Values”.

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Antonio Conte Técnico do Chelsea da Inglaterra

Antonio Conte - Lidership and Futebol

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