“Você ENFRENTA ou FOGE?” – A palavra chave para esta questão é “CONSCIÊNCIA”

Por Wladimir R. Palermo

Evolução Humana Consultoria - Trabalha a favor da expansão da consciência - Essa é nossa razão de existirEsta energia atrai energias, pensamentos, eventos e pessoas com igual sinal (mais ou menos). Adicionalmente as energias produzidas por estes pensamentos promovem alterações internas nas pessoas.

Segundo o Dr. Deepak Chopra “somos as únicas criaturas na face da terra capazes de promover alterações em nossa biologia através dos nossos pensamentos”. Os nossos pensamentos são fortemente influenciados por alguns fenômenos que nos acompanham por toda a vida. Destaco dois deles, que são bem marcantes: o Medo e o Desejo.

As respostas aos medos e aos desejos variam significativamente de pessoa para pessoa, mas invariavelmente provocam efeitos externos e internos porque ativam pensamentos e comportamentos de natureza mais “instintiva” do tipo “enfrentar / fugir”.

Estas respostas comportamentais a tais fenômenos provocam o que podemos chamar de “turvamento da consciência”, que conduz a comportamentos inconscientes que, no meio corporativo, interferem no processo de Comunicação e afetam diretamente o processo de Liderança.

Somente com o aperfeiçoamento da capacidade de observação consciente deste processo podemos identificar os “gatilhos” que disparam tais comportamentos e pensamentos.

A palavra chave é “CONSCIÊNCIA”, que pode ser observada em 4 diferentes níveis:

PRIMÁRIA OU PRIMITIVA (INCONSCIENTES)
80% da população mundial possui este nível de CONSCIÊNCIA, sendo:
  • 60% quase instinto puro
  • 10% mais instinto do que razão
  • 10% instinto, imaturidade, agressividade.

Este grupo numeroso, formado por 80% da população mundial, classificado como tendo Nível de Consciência Primitiva ou Primária (Inconsciente), apresenta os seguintes traços comportamentais:

  • Atitudes co-dependentes
  • Consciências grupais
  • Cardumes ou Rebanhos – influenciáveis, sugestionáveis
  • Conduzidos por modismos e pelo Ego
  • Seguem os outros, o que em outras palavras seria o amestramento ideológico
  • Raiva, descontrole, agressividade desmedida, gula, preguiça e rancor
  • Somatização, fobias, depressão, negação da realidade, dificuldade para efetuar mudanças
  • Paixão fácil – imaturidade mental
  • Não sabem lidar com o poder
  • Superstição – mitolatria
  • Tentam controlar os outros – patrulhamento

MÉDIA (SEMI-CONSCIENTES)

18% da população mundial possui este nível de CONSCIÊNCIA

Este segundo grupo, formado por 18% da população mundial, oscila entre os mesmos comportamentos descritos para o primeiro grupo e momentos de lucidez, quando são apresentados alguns referenciais próprios. Apresentam dificuldades para o auto-enfrentamento. Oscilam comportamentos Agressivos e Passivos.

Os restantes 2% (!!!) são reservados para as pessoas com consciência bem resolvida, independentes, racionais, lógicas, que têm discernimento aguçado, perceptivas, assertivas, que conseguem realizar processos de auto-enfrentamento e vivem em contínuo processo de evolução.

AVANÇADA (CONSCIENTES)

1,9% da população mundial possui este nível de CONSCIÊNCIA

MUITO AVANÇADA (MUITO CONSCIENTES)

0,1% da população mundial possui este nível de CONSCIÊNCIA

Evolução Humana Consultoria

Como você reage aos estímulos do Medo e do Desejo?
Como seus pensamentos são disparados a partir destes estímulos?
Você se percebe agindo com qual dos 4 níveis de Consciência?

Evolução Humana Consultoria

Nossos agradecimentos ao autor deste artigo, que cedeu gentilmente este e outros artigos para o BLOG da Evolução Humana Consultoria, e que também serão postados em breve por aqui – Wladimir R. Palermo, São Paulo, São Paulo, Brazil CEO da Persona Global Brasil. Atividades: consultoria, executive coaching, workshops e surveys.

A Evolução Humana trabalha a favor da “Expansão da Consciência”.

Essa é nossa razão de existir!

Mais informações: https://www.evolucaohumana.com.br/quem-somos

1 Comentário

  • Edson Vergilio Posted 23 de maio de 2012 10:46

    Daniel Kahneman e Amos Tversky (seu parceiro já falecido)- dois psicólogos israelenses que ganharam o prêmio Nobel de Economia- saíram a campo para examinar a maneira pela qual pensamos. Sua conclusão foi a seguinte:
    “… pensar direito (pensar rigorosamente) em situações que envolvam risco, não é natural. Geralmente nos damos por satisfeitos com avaliações superficiais que vêm rapidamente à mente e que nos parecem plausíveis, e isso independe do nível de preparo intelectual da pessoa”. Ou seja: Decidimos pelo que parece ser, não pelo que é.
    Esse tipo de viés está programado em nós e influencia muito a qualidade de nossas decisões. Em situações que percebemos como sendo de risco então é uma festa, porque o medo amplifica nossa natural superficialidade no pensar. Isso acontece porque sofremos de uma série de disfunções cognitivas, ou viéses, que depois do trabalho de Kahneman estão recebendo atenção crescente principalmente no mundo das empresas.

    O interessante desse estudo é que Kahneman colocou ciência de primeira qualidade (não especulação, não achismo, não bobajada politicamente correta) no estudo do comportamento humano em situações de risco e mediu coisas, fez experimentos exaustivos. É um empiricista, tudo o que diz é baseado em experimentos controlados. Suas conclusões são indispensáveis para quem pretende dizer algo sobre gestão.
    Segundo eles, as falhas, viéses e distorções em nossos processos cognitivos são a regra, não a exceção. Nós humanos temos, segundo eles, dois sistemas de pensamento (popularmente: intuição e razão) que chamam de “sistema 1” e “sistema 2”.
    SISTEMA 1 ( Intuição): quando estamos nesse “modo de operação”, as operações mentais que fazemos são rápidas, feitas sem esforço, baseadas em associações e, frequentemente, potencializadas por emoções. São dirigidas pelo hábito, o que as torna muito difíceis de modificar. São os pensamentos que vêm à mente por conta própria, quase no “piloto automático”.
    SISTEMA 2 (Razão) : é o sistema de pensar baseado no raciocínio. É consciente, deliberado. É mais lento, é serial (ou seja, uma etapa vem após outra), exige esforço, pode ser controlado deliberadamente e pode seguir regras.
    Logo, muito cuidado com as receitas dos livros de auto-ajuda: a única coisa certa sobre eles é que ajudam muito ($$) a seus autores. Mesmo os que não são escritos por picaretas valem pouco, e a razão é simples: só registramos conselhos e recomendações de forma superficial e por períodos de tempo muito curtos. Não adianta apresentar argumentos apenas racionais para “nos tornarmos vencedores”, pois só somos racionais em circunstâncias muito específicas em nossas vidas. Vivemos no dia-a-dia obedecendo a regras superficiais (heurísticas) que foram programadas em nós no passado distante e contra as quais nada podemos fazer. As emoções existem para fornecer “atalhos” que nos levem a escapar do paralisante ciclo infinito de ponderações e avaliações.
    A resposta é paradoxal: se tivéssemos aprendido a “pensar direito”, não teríamos sobrevivido como espécie, pois nós somos descentes de antepassados que sobreviveram porque avaliavam riscos sem rigor, por isso, somos bons em avaliar riscos sem rigor.
    Por exemplo: Quando um vulto, parecendo ser um tigre, se aproximava da caverna em que nossos antepassados dormiam eles saiam correndo, não ficavam teorizando sobre as probabilidades daquilo realmente ser um tigre, ou especulando sobre a espécie de tigre, ou se o tigre estaria com fome. Os que teorizavam, foram sendo dizimados pelos tigres que, volta e meia, eram reais o suficiente e por isso atualmente os lógicos e os que pensam direito ( sem atalhos) são poucos, pois provavelmente foram devorados pelos tigres e com o passar do tempo, os genes dos que eram “rigorosos na avaliação de seus riscos” foram sendo gradualmente eliminados da população dos humanos e sobramos nós, essa maioria de superficiais, cheios de “defeitos de fabricação”. Não éramos rigorosos, mas funcionávamos muito bem naqueles mundos do passado. Funcionar significava ficar vivo e procriar, pois essa era a definição de “sucesso” naquela época e continua sendo hoje. Porém, de uns tempos para cá, o ambiente passou a mudar muito rapidamente e nós perdemos completamente a capacidade de nos adaptar em sintonia com ele, deu no que está dando, nos achamos o máximo, mas somos pouco mais que “primatas” não adaptados às conseqüências das tecnologias que nós mesmos criamos, mas continuamos os mesmos, se ouvimos um barulho que possa lembrar um tigre saímos correndo de medo. Talvez seja por isso que os lógicos, céticos, pitagóricos, peripatéticos, hereges corajosos e não politicamente corretos sejam pouquíssimos, mas os medrosos são muitos. GESTÃO DE PESSOAS É SOBRE ISSO.

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