Liderança e Formação de Sucessores – O Que Os Beatles Nos Ensinam

Liderança e Formação de Sucessores – O Que Os Beatles Nos Ensinam

<< por Autoria Mirtes Marques >>

             Liderança e Formação de Sucessores – O Que Os Beatles Nos Ensinam

Fique tranquilo(a), você não leu errado. Em uma das muitas viagens que fiz a trabalho, estava dentro do avião com fones, ouvindo minha banda favorita, lendo o livro “A Sabedoria dos Beatles nos Negócios”(Courtney, R./ 2011) e pensava sobre este assunto , que foi pouco tempo depois tema de uma palestra que fiz na ABRH, dentro do grupo  de estudos sobre Liderança e Formação de Sucessores.

Já me explico, antes porém gostaria de apresentar alguns dados.

Em uma rápida pesquisa, o Google traz 5.640.000 resultados sobre o tema “formação de sucessores”. Quando o assunto é liderança, é possível pesquisar 35.000.000 de páginas. Ambos são temas recorrentes em revistas e sites especializadas em gestão de negócios e gestão de pessoas. Além disso, Liderança e Formação de Sucessores, seja como temas separados, seja de forma conjunta, estão frequentemente na lista de preocupações da maioria das empresas, principalmente nestes tempos que estamos vivendo.

Por que essa preocupação? O que pode acontecer com uma empresa cujos líderes não se preocupam com o desenvolvimento de sucessores?

Vamos a um breve estudo de caso, na verdade um caso real. Imagine a seguinte empresa:

  • Empresa iniciou suas atividades de forma amadora por volta de 1960
  • Tornou-se uma das marcas mais famosas de todos os tempos, permaneceu no mercado por 10 anos
  • Inovou o mercado em que atuava, inspirou uma geração, foi copiada, imitada e ainda hoje é fonte de referência, reconhecida como uma das melhores
  • Líder com grande visão à frente do negócio a partir de dez/1961 fez com que a empresa tivesse seu auge na década de 1960
  • Equipe composta por pessoas de experiências variadas, alguns com grande talento. O time principal era formado por 50% de perfil ousado, criativo, inovador, fortemente responsável pelo sucesso dos produtos lançados e com potencial para liderança e outros 50% com algum talento para inovação, mas fundamental na execução e suporte às inovações propostas
  • Líder principal da empresa faleceu prematuramente em 1967 e não havia ninguém para assumir seu lugar, pois ele concentrava toda a estratégia e decisões da empresa
  • Seus potenciais sucessores exerciam alguma liderança e tentaram seguir com o negócio, mas começaram a ocorrer problemas internos e desperdício de recursos. Os 50% executores começar a mostrar insatisfação com a atuação dos outros 50% potenciais para liderança
  • Sofreram quedas de faturamento e perdas devidas a gastos excessivos, má fé de pessoas das áreas financeira e contábil, apesar do talento que tinham para o mercado em que atuavam.
  • Conflitos internos entre os integrantes da empresa levaram à desestabilização da marca, principalmente após a inclusão de um novo modelo de criação de seus produtos.
  • Empresa encerrou as atividades em 1970

Quem era o líder desta empresa? De que empresa estamos falando?

Brian Epstein, empresário dos Beatles foi o responsável pela explosão da Beatlemania na década de 1960, pelo encanamento gerado e pelo profissionalismo que os músicos passaram a adotar em suas apresentações. Sem descaracterizar os 4 diferentes perfis de talento que tinha diante de si, utilizou sua experiência e conhecimentos no segmento para extrair o melhor daqueles gênios criativos, contribuindo para que se desenvolvessem e aprimorassem suas qualidades técnicas como músicos. Deu-lhes uma identidade através de uma nova imagem, tornou-os conhecidos no mundo através de uma estratégia de divulgação e ocupação de mercados em nível nacional e internacional, um feito e tanto para a época. Proporcionou oportunidade para toda uma equipe de trabalho que orbitava em torno da banda, criando um modelo de negócio de sucesso em pouco tempo.

Não é este o papel de um líder?

              Com seu falecimento prematuro e sem haver alguém com a competência para a função que exercia, os dois principais talentos do grupo iniciam uma jornada de erros e acertos, criando obras primas, mas ao mesmo tempo desperdiçando recursos em negócios que refletiam mais a vaidade de seus membros individualmente, perdendo-se aos poucos a força da identidade de grupo naquele momento. Com a chegada de um “elemento estranho” ao grupo – Yoko Ono – as ideias, que já eram muito convergentes entre seus líderes, passaram a ser tema de discussões recorrentes e era fácil para a imensidão de fãs culpar quem chegou por último. Sem alguém com uma visão mais isenta e sem a competência para equilibrar os talentos, aos poucos o grupo se desfez primeiro internamente, anunciando então o fim de uma era em 1970. O resto é história é está disponível para quem quiser conhecer…

              Alguém já me disse que as marcas são mais fortes que as empresas e pessoas e a marca Beatles está aí para confirmar, mas sempre me pergunto o que teria acontecido caso o empresário não tivesse morrido ou caso houvesse compartilhado com alguém suas estratégias para aquela pequena empresa chamada Beatles…

              Se você é líder de uma equipe, sugiro que pense sobre como está tratando o tema sucessão. Desejo a você muita saúde, que viva muitos anos, mas lembre-se que existem muitas formas de morrer em uma empresa e não formar sucessores pode ser uma delas.

Por último, inspirada pelos meninos de quem sou fã – mas isso você já deve ter percebido – deixo um conselho:

“The movement you need is on your shoulder” (Hey Jude, Beatles, 1968)

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Mirtes MArquesSobre Mirtes Marques – Experiência de mais de 20 anos com modelos de competências organizacionais e seus desdobramentos: Recrutamento & Seleção por Competências, Avaliação por Competências, Gestão de Desempenho. Vivência no planejamento e condução de programas de treinamento para todos os níveis de funções e cargos, tais como Desenvolvimento de Lideranças, Gestão de Equipes, Mapeamento de Talentos e Potenciais, Trilhas de Carreira, Gestão de Clima Organizacional, Formação Comercial/Habilidades de Venda e condução de Assessment Executivo.

 

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